
Como rodinhas ágeis e graciosas
A deslizar macias e garbosas
Em movimentos suaves, sincopados;
Pezinhos leves, mansos, delicados...
Nos rodopios, saia balouçante,
Na pontinha dos dedos, saltitante,
Assim me via linda em tua dança
Num palco meu de sonho e de esperança...
No meu olhar, criança embevecida,
Queria ser ao menos parecida...
Ao me pôr na pontinha dos meus pés,
Desajeitada, tudo era revés...
"Dança outra vez pra mim!", eu te pedia;
E tu, rainha em lúdica magia,
Bailavas bela, e aí, sumias, fada,
Numa caixinha em música adornada...
Tu, bailarina em minha adolescência,
Rodopiavas graça e inocência
Em cada passo ao som da melodia,
E me encantavas sempre que eu te via...
Não eram minhas tu nem a caixinha;
Tu pertencias, sim, à mana Binha;
Minha irmã dava corda e tu dançavas...
E eu dava corda ao sonho e o esvoaçavas!Cartas de Alforria
Escritos de Regina Coeli
Minha Regina
ResponderExcluirNum poema de extrema delicadeza, como que um vento suave faz voltar tantas páginas e tanto tempo em nossas vidas... Lembranças de dias felizes que você tão bem consegue eternizar . Mais uma vez agradeço, irmã querida. Para
você, meu beijo carinhoso.
Regina,
ResponderExcluireu queria ser a sua mana Binha e merecer seu poeminha. Infelizmente não tenho uma irmã, mas aprecio esse grande amor, cuja beleza me faria sorrir muito se o tivesse. Parabéns pelo poema e pela irmã Binha.
Um beijo para ambas.
Fizze